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17 março, 2011

Falta de tesão nas mulheres pode ser tratada com hormônios


Cerca de 8% das mulheres por volta dos 25 anos se queixam de falta de desejo sexual ou libido. Este percentual aumenta gradativamente até chegar a 19,5% na faixa de 60 anos ou mais, segundo a pesquisa "Estudo da vida sexual do brasileiro". Para alguns especialistas, a diminuição do desejo entre as mais jovens, ou seja, aquelas que ainda não chegaram ao climatério, está ligada a algum distúrbio hormonal, como hiper ou hipotireoidismo, depressão ou problemas de fundo psicológico. No climatério e, mais tarde, na menopausa, a queixa também é decorrente da queda das taxas de hormônios sexuais. Mas até que ponto o tratamento hormonal resolve? O uso de testosterona na mulher parece ser eficaz, porém é polêmico. 

Em muitos casos, a depressão é o motivo da falta de libido. O problema é que antidepressivos receitados reduzem o desejo sexual. Mesmo assim, é melhor tratar, diz a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade (Prosex) do Hospital das Clínicas de São Paulo, que realizou o estudo sobre os hábitos sexuais dos brasileiros:

– A mulher tem que tratar a depressão em detrimento temporário de sua vida sexual. De outro modo, o problema transitório torna-se crônico. Já existem antidepressivos que não interferem na libido.

Na menopausa, Carmita explica que a reposição hormonal pode incluir testosterona tópica ou oral. Mas o hormônio masculino deve se receitado na menor dose e pelo menor tempo necessários.

– Esse tratamento não pode ser generalizado e sempre deve ser acompanhado de estrogênio. Há contra-indicações para o uso de testosterona oral, como câncer e altas taxas de colesterol e triglicerídeos. Em alguns casos indicam-se antidepressivos dopaminérgicos – explica a especialista.

Isso não significa que a terapia resolverá o problema daquelas que não tinham desejo antes da menopausa:

– Não adianta imaginar que ela vai ter um desejo que nunca houve. Nesse caso, a causa anterior à baixa é outra.

A falta de desejo não pode ser avaliada isoladamente. Tampouco devem-se minimizar doenças como diabetes, hipertensão e estresse, que interferem na qualidade da vida sexual ao comprometer o fluxo de sangue na região genital:

– O estresse eleva os níveis de cortisol, que a longo prazo lesa vasos e nervos, assim como outras doenças crônicas. Sem a irrigação satisfatória da vagina, não há lubrificação e, conseqüentemente, a mulher sente dor com a penetração. Ela passa, então, a evitar o sexo.

Os conselhos para quem quer manter a saúde sexual são os mesmos ao cuidar da saúde em geral: praticar exercícios físicos, largar o cigarro e outras drogas, fazer dieta saudável e beber pouco. O ginecologista e sexólogo Amaury Mendes Júnior, secretário da Comissão dos Estudos em Terapia Sexual do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática, até receita a testosterona manipulada. Mas com cautela.

– O hormônio não dá vontade de se fazer sexo. Apenas cria um desembaraço para o sexo. O desejo já está lá, potencialmente – explica.

Minoria de casos precisa de remédios
Segundo ele, em 70% dos casos de mulheres até os 35 anos, as causas são psicossomáticas. É preciso também observar os efeitos colaterais de algumas drogas de uso crônico que afetam a libido. A losartana, para controle da hipertensão, é uma alternativa aos anti-hipertensivos que normalmente inibem o desejo.

Já a terapeuta Regina Navarro Lins, autora de "A cama na varanda" (editora Best-seller), põe na conta da monogamia a falta de libido das mulheres.

– Em 35 anos de consultório, pouquíssimas vezes vi uma mulher com disfunção sexual real. Em geral, a falta de desejo é falta de desejo pelo marido. Quase todas têm desejo por outros homens. No primeiro contato com outro, elas ficam excitadíssimas! A única solução nesses casos pode ser uma ruptura, que obriga os dois a se reconquistarem – afirma.

16 março, 2011

Amor e inveja estão associados ao mesmo hormônio, revela pesquisa

                                                                                                         


O hormônio ocitocina, associado a comportamentos como confiança, empatia e generosidade, também afeta sentimentos negativos, como inveja e sadismo. A conclusão é de pesquisadores da Universidade de Haifa, em Israel. O ocitocina, conhecido como “hormônio do amor”, é produzido no hipotálamo — região do cérebro que regula as emoções. Em pesquisas anteriores, a substância foi relacionada a sentimentos positivos e sensações de prazer. Entretanto, estudos recentes indicaram que o hormônio também é associado a altos níveis de agressividade.
Para descobrir que o ocitocina está ligado a sentimentos negativos, os cientistas de Haifa analisaram 56 pessoas. Metade inalou o hormônio na primeira sessão e recebeu um placebo na segunda. Os outros 28 receberam o procedimento inverso: primeiro o placebo, depois o hormônio.
Após o teste, os pesquisadores pediram aos voluntários para participar de um jogo de sorte contra um computador — sem saber que o adversário não era humano. Cada um tinha que escolher uma de três portas, atrás da qual estava uma quantia de dinheiro. Às vezes, o participante ganhava mais; outras, menos.
O resultado, publicado na revista especializada Biological Psychiatry, revelou que os participantes que inalaram o “hormônio do amor” mostraram níveis mais elevados de inveja quando perdia e de malevolência quando se saia melhor. Os cientistas constataram também que, assim que o jogo terminava, nenhum dos competidores guardava mágoas do adversário — mesmo sem saber que se tratava de uma máquina. Ou seja, os sentimentos negativos duraram apenas até o fim da competição.
“Presumimos que o hormônio é um gatilho para sentimentos sociais: quando a associação feita é positiva, o ocitocina aumenta comportamentos positivos; quando a associação é negativa, o hormônio aumenta sensações negativas”, explica Simone Shamay-Tsoory, coordenadora do estudo. 

15 março, 2011

Quanto mais estável a relação, menor o tesão

Por Marina Caruso
Antes do Natal, entrevistei o psiquiatra Luiz Sperry Cezar, do Hospital das Clínicas de São Paulo para uma reportagem que sairá na Marie Claire de fevereiro. Entre outras coisas - que não vou comentar aqui para não estragar a surpresa da matéria - falamos sobre a diferença de libido entre homens e mulheres e de um estudo interessante feito pela Universidade de Hamburg-Eppendorf, na Alemanha.
A pesquisa, publicada há alguns meses na revista Human Nature, mostra que a maioria das mulheres enfrenta considerável queda no desejo sexual quando está em uma relação estável, enquanto, entre os homens, a libido permanece inalterada. Foram ouvidos 530 homens e mulheres entre 30 e 50 anos e, segundo os pesquisadores, as diferenças seriam explicadas pela evolução humana. Entre as mulheres de 30 anos recém casadas, 60% queriam sexo frequentemente no início do relacionamento.
Editora Globo
Depois de quatro anos de união, o índice caiu para menos de 50% e, após 20 anos, para apenas 20%. Entre os homens, a vontade de transar regularmente se manteve estável em 80% dos entrevistados, em qualquer estágio do relacionamento. Segundo o autor da pesquisa, o psicólogo Dietrich Klusmann, "uma boa razão para que a motivação sexual dos homens permaneça inalterada seria o temor de serem traídos por suas parceiras com outro homem".
Já as mulheres teriam uma alta dose de desejo sexual no início de um relacionamento para afirmar um vínculo com o parceiro. A conclusão casa perfeitamente com o que o psiquiatra do HC me dizia: que, na verdade, nós, mulheres, temos medo de ser trocada, não traída, por isso precisamos tanto fortalecer nosso vínculo com o parceiro. Já os homens, temem que o fato de “não darem no coro” – com o perdão da expressão – faça com que suas parceiras busquem satisfação sexual fora de casa, por isso, em cinco, dez ou vinte anos de união, querem sempre muito sexo.

14 março, 2011

Fazer sexo demais faz mal a saúde, diz pesquisa


Dois é a média, cinco é demais

Especialistas comentam brincadeira de ministro da Saúde, que declarou que sexo cinco vezes por semana é bom para a hipertensão. Segundo pesquisas, média do brasileiro é bem menor: ‘apenas’ duas ou três relações

POR PÂMELA OLIVEIRA
Rio - A recomendação do ministro da Saúde, José Gomes Temporão , de que se deve fazer sexo cinco vezes por semana para combater a pressão alta deixou muito homem, ontem, pensativo, com o sorriso amarelo. Mas não é preciso ficar sem graça achando que algo está errado: de acordo com especialistas, a média brasileira é de duas a três relações sexuais por semana. Cinco é um exagero, dizem eles.
“Duas vezes por semana já é considerada uma média muito boa. O sexo não depende apenas dos aspectos orgânicos, mas de aspectos emocionais e sociais. Além disso, sexo você faz com alguém, que precisa querer também. E não acredito que uma mulher vai querer sexo com tanta frequência”, afirmou o sexólogo Amaury Mendes Júnior. 


A sexóloga Carla Cecarello, presidente do Ambsex — Ambulatório de Sexualidade —, concorda. “Se as pessoas começarem a se basear pela média já teremos muitos casais deprimidos por fazerem menos sexo. Imagina se pensaram em cinco vezes. Cada casal tem uma necessidade de sexo. Há casais que fazem sexo uma vez a cada 15 dias e vivem felizes, muito satisfeitos. É claro que se não se faz sexo há três meses, por exemplo, isso indica problemas”, alerta.
Segundo uma pesquisa da Mosaico Brasil, que ouviu 8,2 mil brasileiros, entre os homens com idades entre 18 e 25 anos, a média de relações sexuais por semana é de 3,5. Já entre as mulheres, é de 2,6 vezes. 


De acordo com o sexólogo, ao contrário do que se pensa, o homem casado costuma fazer mais sexo do que o separado e do que o solteiro. “Mas o solteiro tem mais emoção porque a diversidade faz com que ele se excite mais. Um par novo costuma ser mais excitante”, diz. 


Mas é preciso prudência para não correr riscos. “Homens que têm vertigem, suam frio ou têm formigamento no tórax quando fazem sexo devem procurar ajuda médica, porque essas características podem indicar problemas cardíacos”, diz Amaury. “O coração de uma pessoa que tem entre 90 e 100 batimentos por minuto pode chegar a bater 160 vezes durante o sexo. Se essa pessoa já tem um problema cardíaco, a variação pode provocar uma parada cardíaca”.

13 março, 2011

O que te dá mais prazer no relacionamento?



É ouvir seu parceiro na cozinha abrindo um vinho em plena segunda-feira, só pra brindar o fato de vocês estarem juntos aquela noite?
É saber que sua namorada ligou só pra dizer que te ama e tá com saudade?
É receber um torpedo bem simples assim: “Espero você hoje às 20h lá em casa”?
É ser surpreendida às 8 da manhã com a campainha tocando e flores pra você?
É poder dormir agarradinho até meio dia no feriado?
É descobrir que ela ou ele comprou aquele pacote de viagem dos sonhos pra vocês?
É ficar em casa debaixo das cobertas jogando conversa fora e rindo muito o domingão todo?
É saber que ela ou ele abriu mão de uma festa de um amigão ou amigona só pra cuidar de você com gripe?
É sentar num banco de praça e namorar muito?
É tomar sorvete no verão à noite e caminhar de mãos dadas depois de volta pra casa?
É bebericar uma cerveja numa mesinha ao sol e ver o quanto ele ou ela se interessa por suas histórias?
O que te dá mais alegria num relacionamento? Conte pra gente!

12 março, 2011

Brasileira é romântica e dedicada na hora do sexo, diz pesquisa



Outro dia, André escreveu no blog uma reflexão sobre sexo e amor. Ele defende a idéia de que sexo com amor é muito melhor do que fazer sexo pelo sexo, simplesmente. Concordo com André, e, uma enquete informal entre minhas amigas, feita por mim, chega a mesma conclusão. Claro, talvez a maioria dos homens vá dizer que para a mulher sexo tem de vir acompanhado de amor sempre, mas que para os homens é diferente… . Talvez seja isso mesmo.
Mas uma pesquisa publicada em janeiro nos jornais brasileiros me chamou atenção.
A prática sexual foi apontada como a oitava prioridade na vida das brasileiras. Vejam bem, das brasileirAs!
O estudo, feito por especialistas da Universidade de São Paulo (USP), foi realizado com 8.200 pessoas, maiores de 18 anos, em dez capitais do Brasil. O sexo foi apontado como menos importante que a carreira profissional, o tempo para a família e os cuidados com a saúde.
Já para o sexo masculino, o sexo está em terceiro lugar na lista de prioridades (atrás de família e trabalho). Outras curiosidades da pesquisa que valem ser apontadas: as brasileiras estão mais exigentes para escolher o parceiro. Nada de homens desleixados, hein! Elas preferem aqueles que têm melhor aparência física e que demonstram preocupação com o corpo e a saúde. Em relação a sexo e amor, 43% das mulheres afirmaram que teriam relações sexuais com alguém sem nenhum envolvimento afetivo.
Tudo bem, nós, mulheres, gostamos de sexo com amorzinho, mas, ao menos na hora de responder a pesquisa (sim, porque muita gente mente nestas pesquisas…!), uma boa parte das representantes de nossa categoria não dispensa o sexo pelo sexo.
Estamos mais independentes, sim, sem dúvida, mas atenção, homens: ainda gostamos muuuito de romantismo!
Isso significa, por exemplo, ter a primeira transa com o namorado. E, mesmo quando fazemos sexo sem amor, sabemos que o amor tem a capacidade, digamos assim, de deixar qualquerrelacionamento meio morno na cama parecer maravilhoso!
Esta pesquisa foi coordenada pela médica psiquiatra e especialista em questões sexuais Camita Abdo, ligada à USP.
Ela afirma que os números não a surpreendem, apenas corroboram aquilo que é característico do sexo masculino e do feminino. Segundo Carmita, o “papel do sexo é diferente entre eles e elas. ‘Eu diria que os homens fazem sexo para se sentirem bem,
e as mulheres precisam se sentir bem para fazer sexo’”. Pois foi esta frase justamente que ouvi de uma amiga certa vez, queixando-se do marido!
Bem, mas os homens não têm do que se queixar, ao que me parece. Apesar de romântica, característica que muitos homens abominam, porque dizem que dá trabalho para eles (!), a mulher ainda se preocupa muito com o que os homens gostam na cama. Ou seja; quer agradá-lo de qualquer jeito!
O medo de não agradar, aliás, é maior do que o de engravidar e de se contaminar com alguma doença. Isso é preocupante, porque nessa hora muitas dispensam o preservativo, o que não pode de jeito nenhum acontecer.
Carmita Abdo disse que só 32% das mulheres afirmam usar preservativo. “As mulheres abrem mão do uso se o homem não se dispor a vestir a camisinha. Elas próprias também não tomam a iniciativa de ter consigo uma camisinha feminina, para o caso do seu parceiro se negar a usar a masculina”.
Enfim, números nem sempre indicam a realidade de forma precisa, mas apontam alguma tendência, com certeza. Este estudo mostra que mulher gosta acima de tudo de carinho, amor e respeito. E sexo, claro, mas este definitivamente não parece ser prioridade.
São dados importantes para quem está em busca de um relacionamento, acho!
O que vocês, homens, têm a dizer sobre isso? E as mulheres, concordam com o resultado da pesquisa da USP?
Deixem suas opiniões!

Catástrofe no Japão desde a bomba atômica com tsunami

Materia em especial




Devastado por terremoto e tsunamis, Japão já conta mais de 500 mortos


  • Agência Lusa



  • Sábado, 12/03/2011 - 10:55

    Tóquio - Pelo menos 564 pessoas morreram e cerca de 600 estão desaparecidas devido ao forte terremoto e ao tsunami que devastaram o Nordeste do Japão na sexta-feira (11), segundo um novo balanço da polícia japonesa divulgado hoje. No entanto, agências de notícias japonesas, como a Kyodo, estimam que o número final de vítimas fatais seja superior a 1,6 mil em pelo menos nove províncias nipônicas.

    Às mortes já contabilizadas pela polícia, somam-se de 200 a 300 pessoas que se afogaram em Sendai, capital da província de Miyagi, segundo informação das autoridades locais. Mais 200 corpos teriam sido trasladados para ginásios nas localidades de Iwanuma e Natori e também em Miyagi.


    Catástrofe no Japão. E se fosse no Brasil?

    DESTAQUES DE JORNAIS BRASILEIROS, SÁBADO, 12 DE MARÇO DE 2011. 
    Estado de Minas

    Tsunami arrasa Japão e assombra o mundo
    Terremoto de 8.9 graus de magnitude, seguido de ondas gigantes com velocidade de até 700km/h, deixou rastro de destruição e morte e pôs cerca de 50 países em alerta.

    O abalo é o mais forte já registrado no Japão e o sétimo maior da história. Atingiu principalmente a região Nordeste do país. O epicentro foi no mar, a 130 quilômetros da cidade de Sendai, na província de Miyagi, onde pessoas se refugiaram no alto de prédios para escapar das ondas gigantes. O número de mortos deve passar de mil. Cientistas acreditam que o tremor tenha mudado o eixo de rotação da Terra em até 25 centímetros. (Págs. 1, 15 a 20 e o Editorial “ Tsunami de avisos ”, 8)

    Risco de acidente nuclear
    O governo japonês decretou estado de emergência na usina atômica de Fukushima. O motivo foi uma falha detectada no sistema de resfriamento depois do abalo. (Págs. 1, 15 a 20 e o Editorial “ Tsunami de Avisos ”, 8)

    E se fosse no Brasil?
    Risco de ocorrer uma tragédia como essa no país é quase zero, dizem especialistas. É que o Brasil está posicionado de forma estável sobre placa tectônica contínua. (Págs. 1, 15 a 20 e o Editorial “ Tsunami de Avisos ”, 8)

    Não pagou a pensão? Vai para o SPC
    Além da prisão, pais inadimplentes com os filhos também podem sofrer penhora de bens e ter o nome incluído no Serviço de Proteção ao Crédito. Depende de avaliação pelo juiz . (Págs. 1 e 23)
    Cadê os cientistas?
    Investimento em pesquisa e educação é pequeno no país. (Págs. 1 e Pensar)


    O Globo

    Terremoto deixa o Japão sob ameaça de acidente nuclear
    Maior tremor da história do país é seguido de tsunami que varre a costa nordeste e isola cidades

    Um terremoto de 8,9 graus na escala Richter, seguido de uma tsunami que varreu vasta área da costa nordeste, pôs o Japão sob risco de um vazamento nuclear. Milhares de pessoas foram retiradas da área ao redor da Usina Fukushima Dallchi, uma das duas colocadas em estado de emergência. No portão principal da usina, o nível de radiação era oito vezes acima do normal; na sala de operação de um dos reatores, o índice subiu mil vezes. O Japão conta mortos - a expectativa é de pelo menos mil - e procura desaparecidos no que já é considerado o maior terremoto de sua história, com potência equivalente a 15 mil bombas atômicas. O mundo assistiu atônito a cenas impressionantes da tragédia, com ondas gigantes de até dez metros invadindo a área rural, engolindo navios, árvores, prédios, ruas e viadutos como se fossem brinquedos. Houve alerta de tsunami em mais de 20 países banhados pelo Oceano Pacífico. O fechamento de aeroportos, rodovias e ferrovias paralisou o Japão e a sua sempre conectada capital Tóquio. O efeito nos mercados veio rápido. As bolsas caíram na Ásia e na Europa. Segundo analistas, o desastre deve derrubar preços de produtos básicos importados pelo Japão e atingir a produção de bens de alta tecnologia e o setor de seguros, que arcaria com pelo menos US$ 50 bi em pagamentos. (Págs. 1, 19 e 27 a 31, Míriam Leitão, Cora Rónai e editorial "Japão ensina o que é Defesa Civil" )
    Somente em três capitais houve campanha de trânsito
    No período que antecedeu o carnaval com recorde de mortes nas estradas, o Departamento Nacional de Trânsito só fez campanha de prevenção de acidentes em três capitais: Rio, Recife e Salvador. Pelo país, houve 213 mortes nas rodovias federais. O Ministério das Cidades alega que faltaram recursos para uma campanha nacional contra a violência nas estradas. O Fundo Nacional de Segurança e Educação no Trânsito teve 72% do orçamento contingenciados em 2011. (Págs. 1 e 11)

    Folha de S. Paulo

    Tsunami arrasa nordeste do Japão e leva a alerta nuclear
    Pior terremoto da história do país gera ondas de até 12 metros. Abalo eleva radioatividade de usinas atômicas e população do entorno tem de deixar casas

    O Japão sofreu o maior terremoto de sua história. Com magnitude de 8,9, foi o mais intenso tremor no mundo desde o tsunami que matou 200 mil na Indonésia, em 2004. O sismo principal, às 14h46 (hora local), foi seguido de 70 tremores.
    Ondas de até 12 m arrasaram o nordeste da ilha, mas o preparo do país para lidar com tremores ajudou a reduzir o número potencial de vitimas fatais. Até a noite, o governo japonês confirmava oficialmente 185 mortes e mais de 700 desaparecidos. 
    Nada indica que essa tragédia supere a de Kobe, que matou mais de 6.000, mas o risco nuclear preocupa. A população foi retirada das proximidades de duas usinas atômicas em Fukushima pelo receio de vazamento de material radioativo. 
    Em Tóquio, os transportes pararam e 4,5 milhões de pessoas ficaram sem luz. 
    Não havia relato de vítimas do Brasil. Na área atingida, vivem 800 dos 254 mil brasileiros do país. (Págs. 1 e Mundo, 2)
    Governo estuda criação de novas faixas para o IR
    Após reunião com sindicalistas, o governo disse que estuda criar faixas intermediárias na tabela do Imposto de Renda, mas não informou quais seriam essas novas faixas - hoje são cinco. 
    Segundo Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), o teto de contribuição seguirá em 27,5%. 
    As centrais não conseguiram na reunião o reajuste de 6,47% na tabela. (Págs. 1 e Poder A7)
    Europa descarta uma ação militar contra Gaddafi
    A União Europeia rejeitou ontem uma ação militar e se comprometeu apenas com ajuda humanitária a Líbia. 
    No campo diplomático, porém, houve avanços. A UE deixou de considerar Muammar Gaddafi como líder líbio e pediu que ele deixe o poder imediatamente. 
    Em uma semana, os rebeldes tiveram de retroceder 200 km, relata Marcelo Ninio. (Págs. 1 e Mundo, 6 e 7)
    Embraer discute a produção no Brasil de trens de alta velocidade (Págs. 1 e Mercado B4)

    Fernando Rodrigues
    Fim do imposto sindical é passo para trabalhismo com dignidade. (Págs. 1 e Opinião A2)
    Editoriais
    Leia "Zona de contradição", acerca de intervenção na Líbia, e "Autoridade sob suspeita", sobre a espionagem contra o secretário da Segurança. (Págs. 1 e Opinião A2)

    O Estado de S. Paulo

    Tremor e tsunami castigam Japão e geram alerta nuclear
    Maior terremoto do país provoca ondas de até dez metros, que varrem a costa nordeste; Mortos são ao menos 384, mas total deve subir; Governo retira milhares de moradores da região de usina atômica. 

    Um tsunami provocado pelo maior terremoto da história do Japão, de 8,9 graus na escala Richter, varreu ontem a costa nordeste do país. Ondas de até dez metros arrastaram carros, barcos, aviões e edifícios, deixando um número ainda desconhecido de mortos - até o fechamento desta edição, eram 384. O governo emitiu alerta de “emergência nuclear" e retirou milhares de habitantes da região da usina atômica de Fukushima, uma das maiores do mundo, relata Claudia Trevisan, correspondente em Pequim. O tremor foi sentido em 12,1 mil km ao longo da costa, mas o lugar mais castigado foi acidade de Sendai, de 1 milhão de habitantes. Choques secundários continuavam a ocorrer em Tóquio. (Págs. 1 e Internacional A19 a A27) 

    Dimensão: Sismo equivale a 27 mil bombas atômicas 
    O terremoto de ontem liberou energia equivalente a 27 mil bombas atômicas. A posição do eixo de rotação da Terra foi alterada em cerca de dez centímetros. (Págs. 1 e Internacional A24 e A25) 

    Impacto econômico
    Crise poe em xeque a reconstrução. (Págs. 1 e A26 )

    Análise: Norimitsu Onishi
    Normas técnicas da construção civil salvaram vidas. (Págs. 1 e A27)
    Bamerindus começa a pagar dívida
    Após 14 anos de disputas judiciais, o antigo Bamerindus pagará R$ 4,3 bilhões em dívidas, informa o repórter David Friedlander. Em processo de liquidação, o banco deve R$ 10 bilhões. Tem hoje metade desse valor. CEF, BNDES e Fundo Garantidor de Crédito receberão 25% dos R$ 5,7 bilhões a que têm direito. BC e Tesouro não receberão agora. Credores na casa dos R$ 50 mil começam a ter a dívida paga na segunda. (Págs. 1 e Economia B1)
    Sinfônica Brasileira revela clássico do País em crise (Págs. 1 e C2+Música)

    Notas & Informações
    A inundação de dólares continua
    O real valorizado estimula as importações. (Págs. 1 e A3)

    Correio Braziliense

    Tsunami arrasa Japão e provoca risco nuclear
    Terremoto mais violento da história do país forma ondas de até 10 metros de altura. Usina tem níveis alarmantes de radiação

    O Japão enfrenta desde ontem o que se pode chamar de apocalipse. O terremoto mais violento registrado no país atingiu uma magnitude de 8,9 na escala Richter e causou prejuízos ainda incalculáveis. A contagem oficial indica 436 mortos e 725 desaparecidos, mas o número de vítimas deve aumentar muito. Mais devastador do que o abalo sísmico, o tsunami com ondas de até 10 metros destruiu grandes áreas urbanas como em Sendai (foto acima), invadiu aeroportos e formou enormes redemoinhos na costa. A catástrofe também atingiu seriamente regiões industriais, com incêndio em refinarias. País mais preparado do mundo na prevenção contra desastres naturais, o Japão corre perigo de proporções atômicas. Após identificar um alto nível de radiação - mil vezes acima do tolerado - na usina de Fukushima, o governo decretou estado de emergência nuclear. As autoridades determinaram a retirada de moradores em um raio de 10km do local onde há vazamento radioativo. Os Estados Unidos foram os primeiros a anunciar apoio ao Japão, com o envio de um porta-aviões para auxiliar nas buscas das vítimas. A ONU também organiza equipes de resgate. (Pág.1, Caderno Especial e Visão do Correio e Pág. 14)
    Mais irregularidades
    Suspeito de fraudes em diplomas, instituto é processado por débitos trabalhistas e acusado de não entregar diplomas. (Págs. 1 e 28)
    STF mira Jaqueline
    Além da denúncia de recebimento de propina, Supremo vai analisar uma ação contra a filha de Roriz por falsidade ideológica. (Págs. 1 e 21)

    Jornal do Commercio (PE)

    Devastação
    Terremoto de 8,9 graus provocou tsunami que varreu grande área do Japão. Vizinhança de usina nuclear foi retirada de casa após radiação ser detectada fora da indústria. Número de mortos está indefinido. Pessoas estão com medo e frio. (Pág. 1)
    Dilma decide reajustar tabela do IR em 4,5% por medida provisória (Pág. 1)

    Zero Hora (RS)


    Catástrofe no Japão
    O mais intenso terremoto já registrado no país asiático arrasa cidades, mata, produz cenas impressionantes e deixa o mundo em apreensão.

    OS MAIS LINDOS GIFS DE AMOR